18 de março de 2015

Sendo Tieta em Mangue Seco, BA

Olá Lindas!

Meu Verão já acabou, pois chegou a hora de voltar pra casa depois de alguns meses de férias junto ao Love, mas pra fecha-lo tinha que fazer em grande estilo, então escolhi como destino Mangue Seco e fui com o Gato viver uma grande aventura.
Panorama da vila, escondidinha na vegetação, rio e mar.
Um pouco de história: o lugar ganhou fama nos anos 80 quando virou cenário da novela Tieta, baseada num romance de Jorge Amado. A novela foi exibida pela Globo e, desde então, não para de receber turistas. Mesmo com a evolução, Mangue Seco guarda o charme de uma vilazinha quase perdida no meio das areias.
1. Praça principal de Mangue Seco onde fica um dos shoppings [há dois na vila], a igreja, algumas casas, pousadas, restaurante e uma casa que vende doces que é uma delícia. 2. Igreja da cidade. 3. Shopping da praça principal. 4. Orla do Rio Real e bares/restaurantes. Se você reparar bem, em Mangue Seco não há asfalto nem pedras no chão; todo ele é coberto de areia bem branquinha derivado das dunas. Eu andava o tempo todo descalço. 
Primeiro Dia
Fiquei poucas horas no lugar [apenas 48h], mas foi tempo suficiente pra aproveitar tudo o que ele oferece. Depois de deixar a mala na pousada, fui caminhando para a praia, pois logo na frente da vila há o Rio Real. Levei mais ou menos 30 minutos até lá, passando pela praça principal, farol, mangue [literalmente seco] com terra muito firme e um pedacinho das dunas.
1. Do lado da igreja fica o caminho para a praia, uma pequena ladeira, passando entre essa cerca de troncos de coqueiro. 2. Depois da ladeirinha subindo, descemos outra ao lado do farol e chegamos ao rio. 3. Paradinha rápida pra foto na canoa. [hehehe... gosto de fotos assim!] 
1. Caminho para praia no meio do mangue. Percebam que é bem seco e mesclado com a areia; dá pra caminhar super bem. 2. Eu, caminhando... tentando ser diva [kkkkkkk].
Ao chegar na praia, nos deparamos com um mar bem agitado de águas frescas, mas na beiradinha dá pra aproveitar bem. Ah, a cor da água é diferente, meio barrenta, mas é por causa da mistura com as águas do rio.
De dentro das dunas, só pra ter ideia de como é a praia. Há uma faixa larga de terra e ondas fortes, mesmo com maré baixa. Atrás, as dunas.
Mas o encanto da praia são as barracas equipadas com pequenas tendas, cadeiras, mesas, banheiro [coisa rara em Salvador, Bahia] e a deliciosa rede. As mesmas oferecem comida e bebida a bom preço.
Depois de andar um pouquinho até a praia, vemos logo as barracas. Pra quem não quer ir andando, os bugres são uma boa opção.
As barracas estão concentradas em uma pequena faixa de praia e ficam uma ao lado da outra. De modo geral, todas oferecem a mesma estrutura com essas tendas cobertas com palha e os acessórios básicos para curtir um dia na praia.
E eu que não resisto a uma rede... OooO delícia!

Depois da praia segui para o Rio Real. O ponto alto de observação é no pé do farol, onde há um morro de areia e uma ladeira que te leva diretamente à margem do rio. O lugar é ideal pra fazer o skibunda [descer as dunas escorregando com o bumbum na areia].
Essa construção grande é o Farol de Mangue Seco e, esse paredão de areia é o ideal para fazer skibunda. De cima dele a vista é incrível!
As águas do rio são mornas e calmas, principalmente quando a maré está baixa, e bastante limpas, permitindo que se veja o fundo. Perfeito para nadar, sair de caiaque ou de stand up [ah, quando estive lá não havia nenhum lugar para alugar tais aparelhos, então tem que trazer caso queira].
De cima do paredão de areia perto do forte temos essa visão: uma pequena ilhota na frente, o mangue à direita, o encontro do Rio Real com o oceano à esquerda e, na frente, o Rio Real.
O presente do fim do primeiro dia: um belo por do sol, com direito a coração e tudo!
Segundo Dia
No segundo dia tomei um café maravilhoso na pousada e saímos pra conhecer o outro lado rio e as dunas bem de perto. Seguindo à esquerda da vila, há a continuidade do rio que, quando a maré está baixa, propicia um banho refrescante em águas transparentes e calmas.
Toda essa extensão de margem vai longe... mas vale a pena o passeio, principalmente quando o sol está fraquinho. Também dá pra tomar um banho gostoso! As águas são sempre mornas.
Logo atrás do rio, as dunas. Na vila existe o passeio de bugre [R$ 170,00 o carro para até 4 pessoas], mas nós preferimos fazer o passeio a pé. Recomendo que leve sandália [há lugares com vegetação baixa que pode machucar o pé], muita água, proteção para o sol e roupas leves [quando faz muito sol é bastante quente!].
O passeio de bugre percorre uma parte das dunas e faz algumas paradas para fotos. Não sei exatamente quanto tempo dura, mas pode ser uma boa opção de passeio.
Opa! Tá me vendo aí? Pois é, estou no topo do paredão das dunas. A foto foi tirada da ilhota pelo meu bravo Love, que nadou até lá pra fazer fotos incríveis!
Chegar nelas é fácil, pois qualquer lugar atrás da vila há uma pequena trilha de acesso, sempre com ladeiras pequenas ou médias. Lá no meio, uma vista que impressiona: se vê a praia, o rio, a vila, o forte e a ponte que conecta a Bahia com Sergipe. Dá só uma olhada no vídeo pra ver que delícia:
E no fim restou a saudade de um lugar maravilhoso.
Vale a pena visitar!