29 de setembro de 2014

5 Acessórios para Cabelo Curto

Quem me conhece de perto sabe que amo mudar meu cabelo e, por tantas mudanças, há amig@s que já me chama de "Camaleão". Então, a última mudança capilar minha foi contar meu cabelo bem curtinho em janeiro de 2014. Foi uma mudança bem radical, mas amei o resultado, principalmente por que nunca havia cortado meu cabelo tão curto.
Essa foi a primeira versão de meu cabelo curto: bem baixinho atrás e com um topete-franja na frente. 
Depois da mudança comecei uma busca incessante por acessórios para cabelo afro curto, e percebi que o mercado capilar atende com muito mais precisão as mulheres que tem o cabelo liso. Para nós de cabelos crespos e com vida própria [pra não dizer REBELDES!], o mercado não oferece muitas opções.
Dentre as mais conhecidas estão as flores, de todos os tamanhos e formas, que podem ser postas do lado direito ou esquerdo da cabeça, mas só! Em minha opinião, é resumir a beleza do cabelo afro em apenas um acessório. A partir daí comecei a dar meu jeito e, neste post, mostro para vocês algumas opções bem estilosas para quem tem cabelo afro curtinho como o meu. Veja só:

1. Tiara de correntes.

Essa tiara nasceu de um DIY publicado aqui no blog como Tiara à Lupita [confira!], pois a bela foi a minha inspiração para criá-la. Esta pode ser usada em ocasiões formais ou informais, ficando bem com qualquer tipo de look. A vantagem dela é que seu fechamento é com um elástico, o que facilita no momento de colocar o cabelo todo para trás, deixando a frente bem arrumada.

2. Tiara de fuxicos.

É uma tiara com traços artesanais evidentes, feita com fuxico, um pequeno círculo de tecido. É mais indicada para ocasiões mais informais, principalmente quando você quer montar um look na inspiração boho, hippie ou totalmente descolado.

 3. Lenço.

O lenço é um item indispensável no guarda roupas de qualquer mulher e, para quem tem o cabelo crespo, ele ganha uma importância ainda maior, pois é um acessório que permite inúmeras possibilidades e deixa os cabelos bem arrumados. Este aqui uso como uma tiara com um grande laço do lado, pra dar um charme e ficar bem romântico.

4. Turbante lateral.

Em minha opinião quem quer assumir seu cabelo, seja como for, deve incluir o turbante entre seus itens indispensáveis. Posicione-o do lado da cabeça e crie um visual diferente e descontraído pra o dia a dia, quebrando a rotina.

5. Turbante frontal.

Este é o modelo mais comum de turbante, feito da mesma maneira que o anterior, mas posicionado na frente da cabeça. Compõe um look moderno e bem raiz africana. É versátil e pode ser usado para dar um UP! no look básico ou para produções no estilo étnico.
Espero que tenham gostado das dicas e, se possível, adotem! Vai ser um arraso!

23 de setembro de 2014

O Rio de Janeiro continua lindo... [Parte 5]

Chegamos ao último capítulo da série sobre o Rio de Janeiro [buá, buá... espero não tê-los cansado com tantas informações!] Pra fechar, quero dar algumas dicas do que fiz, visitei, onde comi e hospedei-me. Não são muitas, mas para os marinheiros de primeira viagem, acredito que já é um bom começo na Cidade Maravilhosa. Vamos lá.

Onde comi?

No Rio há vários lugares para comer, mas deixo a dica de alguns lugarzinhos que podem valer a pena!
1. Cafeteria 18 do Forte no Forte de Copacabana
Nesta cafeteria tomei um café maravilhoso sentada diante da Baía de Guanabara e Copacabana. Pra isso, tive que esperar 1:30h! Parece muito, mas na verdade não foi. Era domingo de uma manhã ensolarada e muita gente teve a mesma ideia que meu amigo e eu, então, fila! Mas valeu a pena. Enquanto esperávamos, fomos dar uma volta pelo forte e tirar milhões de fotos e selfies.
Com essa vista dá vontade de ficar o dia todo lá. Valeu a pena esperar! 
O café não é muito [atenção para quem é guloso!], mas tem uma variedade considerável e um preço que cabe no bolso de um turista: R$ 27,90 e R$ 28,90, para os dois tipos de café que oferecem, o Tradicional e Mineiro, respectivamente [se a memória não me deixa falhar, rsrsrs...].
Café Mineiro da 18. Pra quem gosta: mugunzá, queijo mineiro, goiabada, pãozinho, pão de queijo, manteiga, croissant, bolo de milho, ovo frito, café com leite. 
Além de café, há outras coisas no cardápio, inclusive pratos para o almoço e a famosa feijoada carioca. Mais informações no site Cafe 18 do Forte.
2. Pigalle em Copacabana
 Ah, este lugar eu amei! É um lugar para os amantes da comida de boteco e pra quem tem estômago pra rodízio. Page-se R$ 24,90 por pessoa e come-se até dizer CHEGA! A variedade é muito boa: contei 15 tipos de pratos que chegam todos de um só vez. Se um deles acabar você pode pedir outro quantas vezes quiser [OooOooOoo].
Variedade de pratos do Pigalle.
A desvantagem é que a maioria dos pratos são fritos, mas acho que não mata ninguém abrir mão da dieta só esse dia... Afinal, estar de férias ou folga acontece só algumas vezes por ano! Mais informações no site Restaurante Pigalle.
3. Restaurante Corcovado no Cristo Redentor
Já imaginou almoçar ou tomar um cappuccino do alto no Corcovado? Chic, não é!? É sim e, a melhor parte, não é caro. Então, no Restaurante Corcovado você pode fazer isso pra relaxar depois de tombar com mil pessoas que querem uma foto com o Cristo. Aproveite pra escolher uma mesa bem no parapeito e admirar tudo de lindo que o Rio tem pra te mostrar.
Aproveitei pra tomar meu cappuccino bem sentada perto do parapeito pra curtir a linda vista. OoOOO como vale a pena...
Olha só que vista lá de cima! Dá até vontade de comer tudo do restaurante só pra ficar lá olhando e olhando...
4. Boteco Belmonte na Urca
É um dos botecos mais tradicionais do Rio. Lá comi uma picanha fantástica, mas o que me conquistou foi a empadinha de carne seca. A mais gostosa que já comi! Não sei quanto paguei, pois no final acabei juntado tudo que comi, mas acredito que ela deve estar em torno de R$ 10,00. Ressalto ainda que o atendimento e excelente e a decoração é muito legal, a cara da boemia. E, se chegar cedo, dá pra pegar um lugarzinho bem na frente e admirar a linda vista.
A deliciosa empadinha de carne seca que não estava salgada. Hum...

O que visitei?

Pra quem não sabe, sou fã de obras de artes, exposições e museus. Gosto de ver a história contada nestes lugares, pois sempre aprendo algo. Aproveitei a viagem para ver umas exposições bem bacanas.
1. Centro Cultural Banco do Brasil - CCBB no Centro do Rio
Salvador Dalí sempre me chamou atenção pela sua irreverência, criatividade e bigode [amooooOoO], então, não poderia ficar de fora dessa exposição. Vi quadros, gravuras, documentários, capas de revista e muito da produção desse artista catalão. Eram aproximadamente 150 obras da maior exposição de Dalí já realizada no Brasil. Fiquei in Love!
Infelizmente não lembro o nome dessa obra, mas ela é super interessante: repare que nela há pessoas e essas pessoas formam um rosto. É o surrealismo de Dalí!
Dalí e a publicidade: as várias capas de revista e jornais em que ele ou suas obras foram capa e destaque. 
Amo as interações com a obra. Esta é uma réplica do famoso sofá "Mae West Lips", a boca de Dalí, aqui compondo um cenário de um rosto.
Outra exposição que vi e gostei foi do artista plástico carioca Milton Machado "Cabeça" que, na ocasião, celebrava 45 anos de carreira e expunha obras feitas entre 1969 e 2014, compreendendo desenhos, fotografias, vídeos, objetos e esculturas. A obra que mais me chamou atenção foi a "Ideias", uma grande gaiola de ferro. 
Ah, queria estar do lado de dentro da "Ideia"... [pensei mil coisas... hahahaha...]
2. Caixa Cultural no Centro do Rio
Outro ponto de exposição no Rio é a Caixa Cultural. Lá pude conferir duas exposições: A Magia de Miró Direitos Humanos em Cartazexposição A Magia de Miró, desenhos e gravuras reuniu 69 obras do artista espanhol e 23 fotografias em preto e branco de Joan Miró registradas pelo curador Alfredo Melgar, fotógrafo galerista em Paris e Conde de Villamonte.
Gravuras de Miró
No mesmo lugar a exposição Poster for tomorrow, Direitos Humanos em Cartaz apresentou mais de 100 cartazes que abordam os Direitos Humanos. A mostra reuniu, pela primeira vez, alguns dos melhores trabalhos de seis edições do concurso internacional anual da 4Tomorrow, associação sem fins lucrativos, sediada em Paris. A exposição se dividiu em seis temas: democracia, educação, liberdade, pena de morte, igualdade de gêneros e moradia. Cada assunto estava acompanhado de textos e frases que conceituavam e contextualizavam as questões abordadas com dados do Brasil e do mundo. “O foco da exposição não é o design em si, mas a mobilização de pessoas levantando a discussão desses assuntos, que dizem respeito a todos nós. Por isso, optamos por uma linha mais didática e participativa”, explica Ruth Klotzel, designer e curadora da mostra [conteúdo extraído de Sopa Cultural].
Cartazes da exposição: [da esq. para dir.] igualdade de gênero, educação e democracia.
3. Bar Trapiche Gamboa
Claro, esse deveria estar em vida noturna, mas preferi colocá-lo aqui em "lugares que visitei", pois a decoração de lá é um show à parte e, como disse no post n. 4, sou do dia!
Panorama da decoração do Trapiche. A foto não está lá essas coisas, mas acho que se pode ter uma ideia de como é.
A galera baiana e eu só de festa!
Além disso há rodas de samba carioca que são espetaculares. Sempre boa música e  muita animação!
Roda de samba no Trapiche. Ah, gente, a foto não está bacana, mas já sabe, né? É só pra ter uma ideia... 

Onde hospedei-me?

[Foto da internet]
Ah, garanto que essa é a melhor parte: como ficar em um lugar bacana no Rio sem pagar muito? Apresento-lhes o Copa Hostel. Gente, esse lugar foi um achado dos deuses! Sou fidelíssima usuária da carteira Hi! Hostel  do Albergues da Juventude, e fui buscar no site algumas opções. Mandei e-mail pra todos os hotels da lista do RJ e quando a galera do Copa respondeu não exitei. O que me conquistou de primeiro? O preço: R$ 33,00 com desconto de sócio em coletivo feminino com 6 camas.
Quarto com seis camas, apesar de que só se veem quatro na foto :) [foto da internet]
O que me fez ficar apaixonada pelo lugar? A localização é incrível, a equipe da recepção é super alto astral e gentil, o lugar é limpo e bem organizado e as festas que eles organizam são TOP [apesar de que só deu pra ir em uma...].
Área de lazer [foto do site Copa Hostel].
Amei meus dias no Copa e, logo que puder, voltarei com todo prazer. Enquanto isso, recomendo pra galera aqui no blog! Mais informações no site Copa Hostel.
Espero que futuramente aproveitem as dicas deixadas aqui. Um conselho: vão ao Rio de Janeiro, é incrível!

20 de setembro de 2014

O Rio de Janeiro continua lindo... [Parte 4]

Depois do 3º post da série com Lapa, Escadaria Selarón e Santa Teresa, mostro a vocês mais um pedacinho do Rio. Minha visita neste dia começou no Jardim Botânico. Ah... que lugar de Paz!
Exposição de orquídeas no Jardim Botânico.
Não estranhe esse sobretudo em um dia de sol! Fui lá muito cedo e pra baiano, estava um ventinho fresco...
O lugar é extremamente tranquilo, com uma enorme variedade de plantas e animais. É ideal para quem busca, dentro da cidade agitada, um cantinho para ler, pensar, namorar, fotografar, passear com a família...
Caminho de Palmeiras Imperiais e, ao fundo, Portal da Academia de Belas Artes.
Chafariz das Musas.
Vitória-régia no Chafariz das Musas.
O parque ainda dispõe de um bromeliário e um orquidário, ambos com exposição permanente, vários monumentos históricos, além do Museu do Meio Ambiente e o Espaço Tom Jobim. Esses últimos não cheguei a visitar, mas fico devendo a volta lá. 
Bromélias do acervo permanente do Bromeliário.
Minha auto foto. É isso que dá quando você vai sozinha...
Bom, depois desse banho de paz, fui conhecer o famoso Cristo Redentor. É impossível ir no Rio e não ir lá. Como diz a letra da música "Te ver" de Skank: "É como não sentir calor em Cuiabá ou como no Arpoador não ver o mar...".
Cristo Redentor desde o Jardim Botânico.

O Cristo Redentor é a mais famosa escultura no estilo Art Déco do mundo e foi feito com muito esmero: começou a ser planejada em 1921 pelo engenheiro Heitor da Silva Costa e seus desenhos foram levados para a França pelo escultor polonês Paul Landowski, o qual esculpiu toda a estátua e mandou de volta. Ufa! Deu trabalho, mas o resultado é incrível!

Pra visitar o Cristo é preciso contar com a sorte de um dia de sol e, graças a Deus, eu a tive. O dia estava maravilhoso! Pra chegar até lá há algumas formas: de van [ingressos comprados no Largo do Machado em Copacabana], de ônibus [há linhas do transporte público regular em alguns pontos da cidade que te levam até a entrada do Parque da Tijuca, onde fica a escultura], de carro [subida de umas ladeiras até o estacionamento] e de trem, a forma que escolhi. Para pegar o trem paguei R$ 25,00 (meia) por ser estudante, mas as inteiras custam R$ 50,00. Os ingressos podem ser comprados pela internet e retirados no local, ou comprados lá mesmo na entrada. Mais informações em Parque da Tijuca/Corcovado.
A subidinha de trem é bem legal e, em algumas falhas da mata, é possível ver uma paisagem de tirar o fôlego. Ao longo da subida há três paradas em estações, mas quando se para não dá pra ver nada, por que a vegetação é muito alta [assim, não entendi o por que das paradas!]
Flash rapidinho no caminho de subida no trem.
Lá de cima a vista é fantástica! Dá pra ver muitas partes do Rio e sentir uma enorme emoção de ver a grandeza e beleza da cidade.
Vista de cima do Cristo Redentor
Ah, que espetáculo de vista!
Bom, mas nem tudo são flores. Pra mim, um dos piores inconvenientes de lá é a super lotação. Quem já visitou o Cristo sabe que o espaço lá em cima é pequeno, pois estamos em cima de uma montanha. Com essa limitação e com o grande volume de pessoas que sobem a cada viagem, é impossível conseguir fotos legais, não se bater em alguém ou ter privacidade.
Olha só minha foto! Pra conseguir essa tirei umas 10... Ainda bem que as pessoas atrás de mim colaboraram e foram simpáticas sorrindo na foto =P 
Por favor, não entendam isso como uma reclamação, pois não é. Ainda não sou celebridade que posso pagar milhões pra fecharem o Cristo só pra mim, mas acredito ser importante fazer esse comentário, já que existem pessoas que não suportam lugares muito lotados.
Fiz questão de postar essa foto no blog só para quem lê o post e nunca foi ao Cristo tenha ideia do que estou dizendo. Essa foto é do mirante maior que fica bem em frente à escultura. Pense que tem gente! É muito comum as pessoas deitarem no chão pra tirar uma foto aceitável. Bem, eu não fiz isso, mas quem faz diz que a foto vale a pena.
Se você é uma dessas, dois conselhos: 1. não vá ao Cristo, mas sim ao Pão de Açúcar; este último também é lotado, mas como há mais espaço, as pessoas se espalham e aí só alegria. 2. Se for, leve com você a paciência, as palavras mágicas "com licença" e "desculpe", um enorme sorriso, disposição e o pensamento "não importo de sairão 300 mil pessoas em minhas fotos. Não sou exclusivo!".
Espero que tenham gostado. A série está chegando ao fim... mas em breve novo post.  

17 de setembro de 2014

O Rio de Janeiro continua lindo... [Parte 3]

Continuando minha saga pelo Rio de Janeiro, neste post mostro a parte boêmia da cidade. Não esqueça de conferir o 2º episódio no qual exploro Copacabana e Pão de Açúcar. Bem, na verdade neste post, não vou mostrar nenhum bar ou festa porque sou do dia, mas apresento-lhes a zona mais indicada para encontrar esse tipo de badalação: a Lapa
Apresento-lhes os Arcos da Lapa! 
A Lapa é famosa pelos seus arcos, os quais foram aquedutos e, posteriormente, viaduto para passagem dos famosos bondinhos de Santa Teresa; hoje é um "morador" famosíssimo do lugar e item indispensável em qualquer foto. A Lapa é famosa também pela vida boêmia, bares super animados que tocam samba bem carioca, pelo baile charme e pela feira de tudo [artesanato, comida...] que acontece toda semana [acho que é dia de sexta-feira à tarde!]. Então, como disse, sou do dia e fico devendo informações sobre a vida noturna por lá. Fica pra a próxima viagem, quem sabe?!
Reflexo da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro em um mega prédio moderno.
Seguindo o passeio pela Lapa e adjacências, uma grande construção chamou minha atenção: a Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro. A primeira coisa que pensei quando vi foi: nossa, é um templo azteca em pleno Rio do século XXI! Mas na verdade, não é.
Entrada da igreja.
A construção é imponente e chama atenção por destacar-se em meio a tantos prédios verticais cheios de vidro espelhado. Internamente ela não é muito grande [pelo menos pareceu], mas é bastante alta e chama muito atenção. Até o momento não encontrei nenhuma informação sobre a construção e seu processo de concepção, mas sinceramente, gostaria muito de saber qual a inspiração para construção dessa igreja!
Parte interna da catedral e seus vitrais. Há quatro seguimentos de vitrais como este na parte interna da igreja, mas não observei quais são os temas que estão representados nos mesmos. É surreal sua arquitetura!
Seguindo meu tour diurno, conheci um lugar a cara da arte: a Escadaria de Selarón, um dos acessos ao bairro de Santa Teresa. O monumento [agora pode sim ter esse nome] é grandioso! A escada foi revestida por milhões de azulejos, muitos vindos de várias partes do mundo, e acredito que devem contar uma história...
Vista da Escadaria de Selarón. Parece meio assustador, pois no pé da escada ficam mendigos, hippies, usuários de drogas, uns tipos humanos um pouco estranhos, mas é possível passar sem problemas [pelo menos foi o que me pareceu]. Aconselho visitar o lugar durante o dia.  
O Jorge Selarón foi um chileno que viveu no Rio, e desde 1990 começou o projeto da escada: primeiro com banheiras feitas jardins e, em seguida, com a ornamentação da escada por azulejos. Sua obra estava tão bacana que ganhou repercussão mundial e inúmeras doações de azulejos vindas de todo o mundo.
Momento de contemplação!
Com o passar dos anos, ele conseguiu completar toda a escada e fazer esse espetáculo que pode ser visto até hoje. Confesso que sempre quis conhecer essa obra e não fazia ideia que seria tão mágico. É surreal poder contemplar cada pedacinho dela, reconhecer os azulejos de várias partes do mundo, ver e tocar em seus desenhos [muitos deles são em alto relevo] e tentar encontrar um fio de história em cada um deles.
Escada de cima. Nem parece que tem todo aquele espetáculo!
Infelizmente o Selarón foi morto, na verdade teve seu corpo queimado em janeiro de 2013 na sua própria obra. Suspeita-se de um ex-colaborador do seu ateliê, o qual reclamava o direito de dividir o lucro da venda das obras de Selarón com ele. Triste isso, mas o legado dele ainda sobrevive: estão disponíveis no Youtube alguns vídeos sobre ele. Vale a pena ver o mini curta documentário Selarón - A grande loucura de Renata Brito e José Roberto Mesquista e uma entrevista do Jorge no Programa do Jô, ambos adicionados à playlist "Pé na Estrada" no nosso canal.
No final do dia fiz a mim mesma um super presente: subindo a escadaria e as ladeiras, cheguei ao bairro boêmio Santa Teresa. A primeira impressão que tive, foi que o lugar parece muito ao Pelourinho em Salvador, entretanto Santa Teresa tem o Q a mais! O lugar parece ser bem acolhedor, apesar dos ares de boemia e tem uma vista de tirar o fôlego para várias partes do Rio de Janeiro.
Em Santa Teresa vale a pena explorar o Museu das Ruínas, os barezinhos e restaurantes bem tranquilos e temáticos do lugar. Além disso há uma lanchonete naturista que vende uma torta de banana (R$ 5,00 a fatia) e um açaí incríveis. É pra provar!
Bom, terminamos nosso tour! Em breve o 4º capítulo da série.