29 de agosto de 2013

"Despeitada" com Muito Orgulho!

"Não tenho nada pra vestir" [diante de um guarda roupas cheio de peças].
"Ai, meu Deus, nem acredito que esse vestido não cabe mais!".
"Bege! De novo! Deste tamanho só tem essa cor?".
"...É, sabia que vocês não teriam nenhum sutiã do meu número".
"É o mesmo biquíni do ano passado. É o único que ainda dá em mim".


Quem já passou [e passa] pelo que passei conhece todas essas frases. Há exato 1 ano, 29 de agosto de 2012, realizei um dos grandes sonhos da minha vida: fazer uma cirurgia de reparação da mama. Pensei muito antes de escrever este post pelo seu caráter particular, mas resolvi adotar a sugestão de uma amiga. Julgo importante contar às mulheres que querem fazer a cirurgia para que se sintam seguras e encorajadas a fazê-la.

Quando vejo na TV ou escuto depoimentos de mulheres que se dizem insatisfeitas com o tamanho de seus seios e insistem que colocar silicone solucionará seus problemas e lhes trará felicidade, recordo-me do drama que me acompanhou por um pouco mais de 10 anos.

Antes de continuar minha história, quero fazer um comentário: há mulheres que, realmente precisam colocar silicone, pois não tem absolutamente nada e, o seio para a mulher é uma parte muito importante em vários aspectos (elemento de conquista, instrumento para amamentação...). Entretanto, há outras que querem aumentar o seio motivadas pela estética e acabam exagerando na dose e colocando muitos eme ele (ml) de silicone e não sabem qual será a consequência para o seu corpo.
Claro, entendo que o corpo é de cada um e o proprietário tem direito de fazer dele o que quiser, mas seria interessante que essas mulheres, antes de colocar silicone, pensassem nos problemas que um seio grande traz: a industria brasileira não tem roupas, peças íntimas nem moda praia para quem tem seio grande e cintura fina.

Meu primeiro sutiã que funcionou perfeitamente em mim e teve um preço acessível, comprei em uma viagem à Itália. A Europa e os Estados Unidos tem uma indústria fantástica e super preparada para atender a todos os tipos de corpos. Sem falar que os preços são excelentes e os tecidos muito apropriados para as peças.    

A decisão

Aos 23 anos. Usava um biquíni em lugar do sutiã.

Meus seios começaram a apresentar um tamanho anormal quando tinha uns 15 anos. Desconfiei pois era (e ainda sou) muito magra e meus seios não eram proporcionais à meu corpo. Aos 16, fui ao cirurgião plástico com minha mãe e ele contou que eu precisava fazer a cirurgia de redução, pois a mama era flácida e muito grande para minha idade. O médico ainda aconselhou minha mãe que esperasse eu completar a maior idade para fazer a cirurgia.

Aos 18 voltei ao médico, mas na época minha família não tinha dinheiro para a operação. Essas idas se repetiram aos 20, 22 e 24 anos, mas em todas essas vezes algo sempre me impedia: ou era o trabalho e os estudos, ou então a falta de grana. Aos 25 anos fui aprovada em um concurso público e tive condições de conciliar meu emprego e pagar a cirurgia com meu próprio dinheiro. Aos 26 resolvi concretizar o sonho, quando já usava nº 50.

Imagino que, se você me conhece de perto, deve estar se perguntando: mas como ela tinha esse peito todo e eu nunca percebi? Eu era a rainha dos disfarces: batas, casaquetos, jaquetas, coletes, blusas pretas, muita estampa... e tudo que ajudava a esconder. Além do mais, usava tops de malhar bem estruturados e, muitas vezes, biquíni em lugar de sutiã, já que este último nunca encontrava no tamanho apropriado. 
Looks antes da cirurgia. Coletes e jaquetas eram as peças mais usadas para disfarçar o tamanho dos seios.

O processo pré operatório


O processo começou com marcações de consultas para alguns cirurgiões plásticos. Conversei com amigos e alguns deles me indicaram profissionais; outros foram encontrados a partir de ligações feitas por mim a clínicas e hospitais a cidade.

Depois de visitar uns 06 profissionais, parei no último, apesar de não ter concretamente nenhuma referência anterior sobre ele. Em nossa conversa, algumas coisas me fizeram decidir por entregar a Dr. Victor Diniz de Pochat meu sonho: segurança em sua fala, um bom currículo e relato de cirurgias realizada anteriormente por ele, entre elas a de mama. Apesar de não ser especialista em mama, as fotos das cirurgias que fez anteriormente mostraram ótimos resultados. Depois de uma longa conversa, saí com o orçamento para pagamento da cirurgia na mão e as requisições para realização de exames.

Operei na capital, pois o preço e as condições de pagamento foram muito favoráveis. Fiz exames de sangue, ultrassom mamária, exames do coração... e um monte de coisas pedidas por ele. Comprei sutiã próprio para a operação e meia de compressão (evita problemas de circulação durante a cirurgia).

Fechei contrato com a clínica e um mês depois da consulta já estava operando. Da consulta até a operação durou quase um mês. Alguns amigos aconselharam-me a não operar em clínica, mas fiz um visita antes ao lugar e senti-me completamente segura em fazer o procedimento lá. Fui bem orientada pelo anestesista sobre as orientações que deveria seguir e os funcionários da clínica foram muito atenciosos.

A cirurgia


Confesso uma coisa: escolhi não conversar com muitas pessoas que já tinham passado pela
mesma cirurgia, pois não queria ficar ansiosa sobre os procedimentos. Foi a melhor coisa que fiz. Minha mãe me acompanhou e o processo foi tranquilo. Acho que durou umas duas horas [talvez um pouco mais, pois não lembro que horas entrei na sala e nem sei que horas saí] e no mesmo dia voltei pra minha cidade. A anestesia foi geral. Depois que passou o efeito, não senti nada no lugar onde ela foi aplicada.

Após o processo estava sentido-me mais leve, ainda que inchada; já usava o sutiã pós cirurgia e a meia de compressão, mas não sentia nenhuma dor. Logo depois da refeição e da verificação do meu estado de saúde, recebi alta. Dr. Victor esteve sempre comigo, foi muito solícito, prestativo e atencioso no momento mais importante na minha vida.

A recuperação


Foto tirada 2 semanas depois da cirurgia quando fui para revisão em Salvador.
Passei quase um mês alternando entre a cama e a cadeira em casa, não por que não pude andar, mas é por que não poderia desempenhar minhas atividades normalmente. Ficar na cama foi a solução encontrada por mim para não "traquinar", como dizemos aqui na Bahia.

As revisões da cirurgia, no início foram semanais, depois ficaram quinzenais e depois mensais, mas até hoje vou ao médico para que ele verifique como está a cirurgia e as cicatrizes.

No processo de pós operatório são muitos cuidados: antibióticos fortes, pomada para os cortes e pontos, curativos, remédios para dor... minha casa se transformou em uma mini farmácia. O apoio da família também foi fundamental: minha irmã que levantava às duas da manhã pra me dar remédio, penteava meu cabelo e me ajudava a vestir roupas; minha mãe que cuidava da comida e das coisas que podia ou não comer, além de dar-me banho; meu pai que me levava de carro ao médico, me ajudava a levantar a cama... agradeço a todos que ficaram ao meu lado; e todos eles que se revezavam para não me deixar sozinha em casa.

Depois de 45 dias voltei à minhas atividades laborais, mas claro com todo o cuidado: sem carregar peso, evitando levar bolsas ou mochilas e sem comer derivados de porco (que amo!!). Lembro que usei óleo de rosa mosqueta na cicatriz do bico do seio, para hidratá-la e, uma fitas de silicone por uns 2 meses nas cicatrizes para que não ficassem salientes. Depois, massagem com creme hidratante para amolecer a seio e torná-lo com a textura mais natural. 

Minha vida agora

Depois da cirurgia. Agora uso tomara que caia, saio sem sutiã, uso blusas baby look...
Um ano depois sinto-me realizada. Logo que pude erguer o corpo (no primeiro mês fiquei curvada por não pode esticar a pele) descobri que em todos esses anos, meus ombros haviam caído e minha coluna entortado um pouco devido ao peso. Agora faço reorientação postural que tem me ajudado muito. Meu guarda roupas também mudou: hoje uso nº 46, tenho sutiã de todas as cores e tipos, e estou montando minha coleção de biquínis. O primeiro que comprei foi este maiô da foto abaixo.   

Meus amigos gostaram muito da mudança. Meu namorado também aprovou.

Espero que tenham gostado. E, se você precisa fazer uma cirurgia dessas, força e coragem. Tudo vai dar certo.

18 de agosto de 2013

Oh! Linda cidade de Olinda, PE

Este post segue na sequência para contar como foram meus dias em Pernambuco. Já contei a vocês aqui As delícias de Recife e agora chegou a vez da linda Olinda.
Ladeira da Misericórdia. Pense em uma ladeira gostosa... subi 3 vezes!
Olinda é quase um bairro de Recife por ser tão próxima da cidade, mas na verdade é um município de Pernambuco. É considerada a irmã mais velha da capital, pois foi ela que "nasceu" primeiro que Recife.
Ladeira da Misericórdia
Casinhas coloridas na Rua Prudente de Moares, Olinda-PE
Segundo contam (ouvi a história em uma visita guiada ao Museu do Mamulengo), o nome "Olinda" originou-se de uma suposta exclamação do fidalgo português Duarte Coelho, primeiro donatário da Capitania de Pernambuco: "Oh, linda situação para se construir uma vila!". Bom, pode até ter sido mesmo, pois linda Olinda é.
Muro com maxi máscaras na Casa do Alemão
A charmosa Olinda foi a segunda cidade brasileira a ganhar o título de Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, em 1982, após Ouro Preto, que também visitei e contei aqui no blogE claro, o título é bem merecido: arquitetura colonial, arte por toda a parte, povo encantador e receptivo, uma tapioca maravilhosa no Alto da Sé e uma vista incrível para a cidade de Recife.
Vista de Recife deste Olinda.
A cidade é inspiradora! O que mais me chamou atenção foram as marcas artísticas contemporâneas deixadas em seus muros, casas, esquinas... mescladas com a arquitetura antiga. Em todo lugar há uma manifestação da livre expressão e criatividade pernambucana. São painéis de grafite nos muros, casas colridas e adornadas com estátuas, quadros, tecidos com estamparias muito originais e, compondo o charme, a famosa chita, tecido altamente colorido que já faz parte do imaginário nordestino.
Árvore com homenzinhos na Ladeira da Misericórdia
Painel descritivo do carnaval de Olinda pintado no muro da Pousada Quatro Cantos
Onde ficar em Olinda? Recomendo dois lugares que conheci de perto: Albergue de Olinda e Casa de Hilton, ambos na Rua do Sol, entradinha de Olinda. Os preços são muito acessíveis e os meninos são encantadores. Vale muito a pena!

Quer saber mais?
Site oficial da Prefeitura de OlindaPortal de Turismo de OlindaWikipédia: Olinda.

6 de agosto de 2013

BoxBijoux com Assinatura Online

Não costumo fazer propagandas no blog, mas essa novidade eu teria de contar. Depois do grande sucesso da GlossyBox [a famosa caixinha com miniaturas de produtos de beleza], descobri na rede a BoxBijoux.
Segundo o site, a BoxBijoux é uma caixa de bijuterias surpresa, na qual você recebe colares, pulseiras, anéis e outras bijus todo o mês. Junto com as bijus vem uma caixinha porta-biju colecionável feita de madeira tipo MDF.
No momento da assinatura você pode optar por três estilos - Moderna, Extravagante ou Casual - e pela cor predominante do material das bijus - douradas, prateadas ou os dois. Os pagamentos podem ser feitos em cartão de crédito, débito bancário ou boleto e, quando olhei o plano custava R$ 54,00. O site disponibiliza um e-mail para contato e links para acesso às redes sociais. O site ainda dispõe do BoxBijoux Blog com dicas super quentes sobre acessórios e bijus. Bom, eu ainda não assinei a minha e até o momento de publicação deste post não conheci ninguém que assinou, mas acredito que seja maravilhoso!

Se você assinou, conte-me sua experiência!
Estou super curiosa pra saber.

3 de agosto de 2013

As delícias de Recife, PE

Há muito tempo atrás (acho que em 2008) visitei Recife e lembro-me que foi uma viagem incrível marcada pela visita ao Instituto Ricardo Brennand, ao Recife Antigo e ao Parque de Esculturas à céu aberto idealizado e executado por Francisco Brennand. 
No Marco Zero. Ao fundo o Parque de Esculturas.
Deitada no chão do relógio solar no Marco Zero (sup. esq.) / No Parque de Esculturas (sup. dir. e inf. esq.) / Admirando a cidade a partir do Rio Capibaribe (inf. dir.).
No Instituto Ricardo Brennand.
No finalzinho de julho de 2013 voltei à cidade para comorar meu aniversário, rever amigos, encontrar outros e conhecer mais algumas partes do lugar. Dessa vez o tour foi gastronômico. Conheci o famoso bolo de rolo! É um bolo tipo rocambole recheado com goiabada bem molinha. hum... Pense em um negócio gostoso!
Eu e o Bolo de Rolo; o Bolo de Rolo e eu!
À noite dei uma passadinha no restaurante Parraxaxá que conheci em 2008. É um lugar muito bom que resgata as raízes da cultura gastronômica nordestina. O cardápio é bem variado: carne do sol, carneiro, aipim (ou macaxeira, como é chamado em Recife), abóbora, farofa de cuscuz, milho, batata doce, banana da terra... uma infinidade de coisas gostosas. O buffet é self-service.
Entrada do restaurante.
O que mais gostei foi ser recebida por uma cangaceira logo na entrada. É mesmo! Há funcionárias vestidas à caráter para receber o cliente (como essa moça atrás de mim na foto acima). Além do mais, a decoração do lugar é um show à parte da cultura raiz nordestina.
O restaurante é todo temático, inspirado na cultura nordestina.
Olha que fofo esse sanfoneiro!
Terminei a noite na badalada Rua da Moeda no Recife Antigo. O lugar é cheio de barezinhos, música ao vivo, petiscos deliciosos e uma galera super descolada e animada. Segundo meu amigo carioca, é a "Lapa de Recife".

Quando for a Recife não deixe de experimentar as delícias nordestinas que a cidade tem.