28 de fevereiro de 2017

Provei! Gostei? #5: Nativa Spa do O Boticário

Bem vindos ao primeiro P&G de 2017! Ultimamente tenho me adaptado à minha nova vida de trabalho e estou ausente do blog, retomando aos poucos. Neste post quero comentar minhas impressões sobre os produtos de uma das linhas mais badaladas do mundo da beleza: a Nativa Spa.
A linha lançada pela O Boticário tem preços acessíveis [mas não populares], em troca de produtos cheirosos e de alta qualidade. Desde que mudei para Monteiro, PB [agosto de 2016] vim investigando produtos que pudessem diminuir o ressecamento da minha pele [aqui é super seco!], e até o momento, os produtos da Nativa Spa foram os melhores. Vamos saber porquê?
1. Cera Ultra Hidratante Corporal Frutoterapia Monoï & Argan
Um dos produtos que amei dessa linha foi a cera ultra hidratante para partes extremamente ressecadas como pés, cotovelos e joelhos. Na sua fórmula há dois potentes óleos: o de argan [originário do Marrocos e produzido com o fruto da Argânia] e o de monoï [originário da Polinésia Francesa, no Pacífico, obtido através da maceração das flores de Tiaré no óleo de coco]. A cera tem uma textura mais oleosa e é muito cheirosa, acho que até mais que o hidratante. Promete deixar a pele hidratada por 48 horas e, para mim, com certeza consegue atender a essa condição em um clima como o de Monteiro que bem seco. Eu uso sempre à noite nas pernas e nos braços, pois como é muito oleoso pode queimar a pele durante a exposição ao sol, porém não me descuido do protetor solar que é essencial.
Preço: R$ 51,90 por 100 g na loja virtual, mas fique de olhos nos descontos nas lojas físicas, pois a última vez comprei por R$ 29,90.
Onde encontrar: nas lojas físicas O Boticário, na loja virtual da marca ou com revendedoras.
2. Creme Ultra Hidratante Frutoterapia Monoï & Argan
O creme promete um alto poder de hidratação e, para isso, incorpora em sua fórmula dois óleos: o de argan [originário do Marrocos e produzido com o fruto da Argânia] e o de monoï [originário da Polinésia Francesa, no Pacífico, obtido através da maceração das flores de Tiaré no óleo de coco]. Indicado para peles ultra secas ele afirma proporcionar 96 horas de hidratação quando seu uso é diário e, além disso, ele tem um cheiro ótimo e uma textura muito firme sendo até difícil de passar na pele; para facilitar, às vezes, até borrifo água na pele para umedecer e depois o espalho. Confesso que ele cumpre a hidratação que promete, mas no meu caso, não por 96 horas como diz na embalagem, pois a região do Cariri paraibano é muito seca! A única ressalva que faço em relação a ele é a quantidade: apenas 180 g não dá conta e uso praticamente um a cada mês!
Preço: R$ 43,90 por 180 g no site, mas é sempre bom ficar de olho nas promoções. Já comprei até por R$ 34,90.
Onde encontrar: nas lojas físicas O Boticário, na loja virtual da marca ou com revendedoras.

3. Óleo Hidratante Revigorante Baobá & Tamanu
Esse óleo não faz parte da linha de tratamento como são a cera, o sabonete e o creme ultra hidratante, mas usei a fim de associá-lo ao combate do ressecamento da pele. O óleo tem na sua fórmula as essências [ou seriam óleos? Não sei ao certo] de baobá proveniente da África e o tamanu da Polinésia. O líquido é bastante fluido e não fica pegajoso na pele, dando a sensação de leveza e, como promete, deixa a pele com o toque de seda. O cheiro é maravilhoso e a hidratação é boa, prometido até 30 horas de hidratação. Sempre passo após o banho com a pele ainda úmida e, para mim, é a melhor forma de aplicação: espalho de modo uniforme e não uso muito. Confesso que para o clima que enfrento na cidade ele não é suficiente então, sempre associo com o hidratante, mas gosto da sensação e do cheirinho que ele deixa na minha pele.
Preço: não sei se ainda está à venda, mas tenho a impressão que saiu de linha. Comprei em uma promoção e paguei R$ 19,99 por 250 ml.
Onde encontrar: talvez nas lojas físicas O Boticário ou com revendedoras, pois na loja virtual estava esgotado quando escrevi este post.
4. Sabonete em Creme Frutoterapia Monoï & Argan
Enriquecidos com a mesma fórmula do creme e da cera ultra hidratantes, o sabonete líquido também da linha de tratamento da Nativa Spa é cremoso e bem sedoso na pele ao aplicar, além do cheirinho bem gostoso. O produto promete até 6 horas de hidratação. Bem, aí vem minhas dúvidas: não sei dizer se ele espuma bastante, pois a água da minha casa é de poço com alta quantidade de sal, e sabonetes nunca se mostram tão eficientes com esse tipo de água; além disso não sinto a sensação de pele hidratada [talvez pelo mesmo motivo de a água ser salgada], então por isso não gostei do resultado. Gostaria muito poder experimentá-lo em outro tipo de água, mas ainda não é possível!
Preço: R$ 31,90 por 150 ml, mas já vi promoções por até R$ 27,12 na loja virtual.
Onde encontrar: nas lojas físicas O Boticário, na loja virtual da marca ou com revendedoras.

7 de fevereiro de 2017

Meu primeiro Rapel: experiência com (muita) adrenalina!

Convite para o Rapel.
As coisas na vida sempre me surpreendem: passei boa parte dos meus anos querendo fazer algum esporte radical e finalmente aos 30 anos consegui! Logo ao chegar à Monteiro, Paraíba, procurei informar-me sobre as atividades da cidade, e descobri na universidade um grupo forte de esportes radicais: a Equipe Fire Man Turismo comandada por Robson Araújo, um colega de trabalho. Fui logo me filiando e a minha primeira aventura fui descer de rapel a Pedra do Elefante que fica na zona rural da cidade a, mais ou menos, 30 minutos do centro. Como sempre, a paisagem é apaixonante e peculiar, repleta de serras, vegetação escassa e muitas espécies de cactos e animais silvestres endêmicos do Cariri.
Chegando ao local. O acesso é bem fácil.
Panorama da região da Pedra do Elefante.
Nos reunimos em um domingo bem cedinho e partimos para o local. Robson foi o instrutor de rapel e, além disso também é bombeiro civil e possui larga experiência no esporte. Depois de instalar os equipamentos e verificar a segurança, começamos a descida. A Pedra do Elefante nem é tão alta, mas confesso que bateu um medinho... mesmo assim fui, porque era a oportunidade de realizar um sonho antigo.
Pedra do Elefante.
A subida até o topo era bastante íngreme, mas nada que não se supere! 
A galera esperando a sua hora. O bate papo lá em cima foi muito bom!
Depois de deixar os colegas descerem, eu fui quase a última a realizar a aventura. Coloquei os equipamentos, recebi as instruções, chamei pela misericórdia de Deus e comecei. Durante todo o tempo Robson estava acompanhando a descida, dando instruções e, lá embaixo, havia outro membro da equipe me auxiliando e incentivando-me verbalmente a prosseguir (como as palavras de incentivo fazem a diferença!).
Descendo...
Chegou minha vez!
Vou dizer: a experiência é incrível! Dá um frio na barriga, um medo de cair, insegurança, tudo isso misturado à alta adrenalina e a sensação de que você pode superar os seus limites e medos. Depois ainda desci pela segunda vez e foi uma experiência melhor que a primeira.
Ufa! Consegui!
Agora já posso dizer que fazer rapel não é complicado e que qualquer pessoa pode arriscar sim! E se você mora em Monteiro, fique atento às programações da Equipe Fire Man Turismo através da página no Facebook "Bombeiro Civil Fire Man".
Um xêrooooo e até a próxima aventura!

13 de outubro de 2016

Casa Cor Paraíba 2016: "Casa em Festa"

Esse ano tive o privilégio de visitar a 1ª edição da Casa Cor no estado da Paraíba que ocorreu em João Pessoa. A mostra começou dia 02 de setembro e vai até dia 16 de outubro de 2016. Já não sou pioneira nas edições da mostra, pois já visitei a edição da Casa Cor Bahia 2012 em Salvador e em 2013 fui presenteada com a 1ª edição da Casa Cor Bahia em Feira de Santana, minha cidade.

O Local da Exposição em João Pessoa

Fachada do casarão elaborada por Giovanni Lyra e Jonas Lourenço para a Casa Cor Paraíba 2016. Predomina o desenho rendado feito à laser na chapa de aço corten de aspecto enferrujado. Foto: site oficial do evento.
 A exposição foi instalada na principal avenida da capital paraibana, a Av. Epitácio Pessoa, no casarão construído em 1955 para abrigar Cassiano e Ieda Ribeiro Coutinho, tradicional família paraibana da era açucareira de ouro do estado. Hoje o casarão pertence ao empresário paraibano Aldenor Mendes, adquirida nos anos 90 da família Coutinho.
A casa de estilo modernista é da autoria do arquiteto pernambucano Acácio Gil Borsoi (1924-2009) e o paisagismo do paulista Roberto Burle Max (1909-1994), que também ambientou Inhotim em Minas Gerais [post aqui] e projetou o calçadão de Copacabana [post da série Rio].
Os arquitetos, decoradores e paisagistas paraibanos que construíram a Casa Cor Paraíba tiveram a difícil missão de preservar as características originais da casa [e conseguiram com louvor!], pois a mesma foi tombada em 2010 pelo Patrimônio Histórico Arquitetônico da Paraíba - IPHAEP, por seu conjunto de valores imensuráveis na cultura, na arquitetura e no paisagismo. 
Ambiente "Terraço de entrada" de Valéria Simões, Daniella Barreto e Gianna Barreto. Fiquei apaixonada por essas poltronas que são revestidas com cordas de algodão sintético.

A exposição

Foi a primeira vez que João Pessoa recebeu a edição do evento e esta veio em um momento mágico: em 2016 a Casa Cor completa 30 anos! Com 39 ambientes encantadores e com o tema "Casa em Festa", a exposição mostrou novos jeitos de morar onde estão integrados o espírito da época, a modernidade e a tecnologia à serviço da qualidade de vida e do bem estar.
Ambiente "Living garden" de Sandra Moura e Leila Azzouz. Chamou-me atenção o pé direito alto, os jardins nos hexágonos de madeira e o centro feito com um tronco secular!
Além disso a Casa Cor Brasil tem um objetivo ousado: receber o prêmio de evento sustentável em 2020, assim cada pedacinho da exposição foi pensado visando esse ideal. Destaque para os monitores muito atenciosos, que usavam aventais lindos desenvolvidos pela estilista Alessandra Sobreira, que explicavam em cada ambiente o conceito e inspiração dos mesmo, e ainda tinham na ponta da língua o nome dos patrocinadores!
Ambiente "Lounge de entrada" de Mariana Lucena, Ana Flávia Menezes e Amanda Holanda.

Os ambientes

Cada local era mais inspirador que outro! Muitos ambientes tiveram a marca registrada do estilista e produtor cultural Romero Sousa, levando sua exclusiva estamparia para revestimentos, paredes e outras superfícies.
Ambiente "Movie Living" de Lana Débora. Amei a disposição dos móveis e o conforto do lugar. É mesmo muito convidativo a assistir um filme comendo pipoca e refri.
Elementos marcantes como a madeira [apesar de poucas peças rústicas], o aço corten, metal, couro, tijolo de adobe aparente, mármore, chapas de ferro e madeira cortadas a laser, além de papéis de parede em perspectiva estiveram presentes em cada espaço.
Ambiente "Adega" de Katiana Guimarães. Inspirado em parreiras, o ambiente é todo em madeira com este banco ripado incrível e confortável [claro que eu tinha que sentar nele para sentir!].
Ambiente "Lavabos públicos" de Lívia Rocha e Nádia Pedrosa. A parede de combogó azul já existia na estrutura original da casa, mas ganharam vida ao receber a iluminação atrás. O local ainda ganha mais "tamanho" pela presença de um espelho enorme na parede do fundo da sala. 
Muitas obras de arte de paraibanos importantes, como Miguel dos Santos, também compuseram a harmonia nos ambientes que trouxeram os tons terrosos e nudes como base, associados a pontos de cor em alguns deles, ou tons sóbrios como grafite e preto em outros.
Ambiente "Lavabos do jardim" de Yuri Fernandes, Daniella Figueiredo, Ana Cristina Batista, Maria do Socorro Fernandes e Aucélio Monteiro Filho. O papel de parede em perspectiva é muito interessante, além do quadro incrível que estou na foto logo abaixo.
Quadro dos artistas plásticos Bento e Derlon Almeida no ambiente "Lavabos do jardim" de Yuri Fernandes, Daniella Figueiredo, Ana Cristina Batista, Maria do Socorro Fernandes e Aucélio Monteiro Filho.
As luzes deram um show à parte, já que se concentravam em lugares estratégicos e, em muitos ambientes, eram automatizadas [controladas por app em dispositivos móveis].
Ambiente "Boudoir e banheiro da filha" de Jéssica Bittencourt, Khatarina Ayres, Gilvane Bittencourt, Adriana Leal e Juli Morais. esse ambiente é encantador e parece um banheiro de conto de fadas!
Ambiente "Home office do publicitário" de Caroline Napy, Glenda Pontes e Rayssa Ferreira. O ambiente é dinâmico e ainda impressiona com essa silhueta de cabeça feita com aço corten.
A minha experiência na Casa Cor Paraíba foi incrível! Fui presenteada com requinte, glamour e levei um banho de sustentabilidade em cada ambiente que visitei. Registro aqui meus sinceros parabéns a todos os arquitetos, designers, decoradores e outros inúmeros profissionais que participaram com seu enorme talento da constução desse sonho e nos deram esse presente. A todos, muito obrigado!
Ambiente "Quarto do bebê" de Teresa Queiroga e Rafaela Fontes Queirog. O quarto tem um toque ultra romântico e é cheio de mimos.
Da esq. para dir.: esculturas de Miguel dos Santos nos ambientes "Terraço de entrada" de Mariana Lucena, Ana Flávia Menezes e Amanda Holanda e "Adega da serra" de Danielle Mindêlo e Deyse Porto; cabeça de cavalo no ambiente "Living do colecionador" de Alain Moskowicz e Bruna Sá.
Da esq. para dir.: centro feito com tronco de madeira e nichos do ambiente "Living garden" de Sandra Moura e Leila Azzouz; cadeira projetada pelos irmãos Campana [os mesmos que criaram algumas Melissas] no ambiente "Cozinha da chef" de Raquel Claudino e Georgia Suassuna.
Da esq. para dir.: caveiras cobertas com cristais no ambiente "Closet do Casal" de Larissa Brito, Renata Rosado e Veruska Melo; lustre no ambiente " "; e bancos do ambiente "Living do colecionador" de Alain Moskowicz e Bruna Sá.